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12 dezembro 2016

Bendito é o fruto de teu ventre

“Cristo, desde o berço eu Te conheci por toda parte,
E mesmo que pecasse, eu andava em Ti, e sabia
Que Tu eras meu mundo:
Tu eras a minha França e minha Inglaterra,
Meus mares e a minha América:
Tu eras a minha vida e o ar que respirava.”
Diálogos com o Silêncio – orações e desenhos, Thomas Merton
(Fissus, 2003) pág. 127

21 novembro 2016

Eis minha mãe e meus irmãos

desenho de Thomas Merton

“(...) Mostra-nos o vosso Cristo, Senhora, depois deste nosso exílio, sim, mas mostra-O agora também a nós aqui, enquanto ainda somos peregrinos.(...)

Ó Senhor, como devem ser alegres e felizes aqueles que, ao considerar a si próprios, não encontram neles nada mesmo de especial. (...) Eles são pobres em espírito e possuem dentro de si próprios o reino do céu, pois deixaram de ser notáveis até para si próprios. Mas neles brilha a luz de Deus e eles mesmos e todos que a vêem, Te glorificam, Ó Deus!”

Diálogos com o silêncio, Thomas Merton 
(Editora Fissus, 2003) pág. 25 e 155

22 agosto 2016

Alegra-te, cheia de graça...

A Anunciação - por Fra Angélico 
“Tardinha. O sossego da tarde está repleto de uma tonalidade bem diferente. O sol fez seu percurso e o quarto está mais escuro. Momento sério. A hora está mais saturada. Faço uma pausa para rezar e olho a imagem da Anunciação, por Fra Angélico, num cartão postal, em clima de fim do Advento que hoje é. Ecce completa sunt omnia quae dicta sunt per angelum de Virgine Maria. Veja, são cumpridas todas as coisas sobre as quais o anjo falara à Virgem Maria – isso foi a antífona após o Benedictus nesta manhã. Durante mais ou menos oito minutos fiquei em silêncio e imóvel e escutava meu relógio e me perguntei se talvez eu pudesse entender algo da obra que Nossa Senhora está preparando. A hora é de uma tremenda expectativa.”
Diálogos com o silêncio – Orações & Desenhos, Thomas Merton
Editado por Jonathan Montaldo – Traduzido por René Bucks (Ed. Fisus), 2003, pág. 145

15 setembro 2015

Mãe acolhedora


“Maria sempre Virgem, Mãe de Deus nosso Salvador, eu me entrego inteiramente à tua amorosa intercessão e cuidados, porque tu és minha Mãe e eu sou teu querido filho, cheio de problemas, conflitos, erros, confusão e com tendência para o pecado.

Minha vida toda deve mudar, mas como não posso fazer nada para muda-la por conta própria, eu a entrego com todas as necessidades e preocupações para ti. Apresente-me de mãos puras para teu Filho Divino. Reza que eu possa aceitar de bom grado tudo que for preciso para despojar-me de mim mesmo e tornar-me Seu verdadeiro discípulo, esquecendo a mim mesmo e amando Seu Reino, Sua verdade e todos aqueles que Ele veio a salvar pela Sua Santa Cruz. Amém.”

Diálogos com o Silêncio, Thomas Merton (Fissus, 2003), pág. 151

01 julho 2013

Senhor, meu Deus...


... não sei para onde vou. Não vejo o caminho diante de mim. Não posso saber com certeza onde terminará. Nem sequer, em realidade, me conheço, e o fato de pensar que estou seguindo a Tua vontade não significa que, em verdade, o esteja fazendo.

Mas creio que o desejo de Te agradar Te agrada realmente. E espero ter esse desejo em tudo que faço. Espero que jamais farei algo de contrário a esse desejo. E sei que, se assim fizer, Tu me hás de conduzir pelo caminho certo, embora eu nada saiba a esse respeito.

Portanto, sempre hei de confiar em Ti, ainda que me pareça estar perdido e nas sombras da morte. Não hei de temer, pois estás sempre comigo e nunca me abandonarás, para que eu enfrente sozinho os perigos que me cercam."

Thoughts in Solitude, de Thomas Merton
(Farrar, Straus and Giroux Publishers, New York), 1958.
No Brasil: Na liberdade da solidão, (Editora Vozes, Petrópolis), 2001. p. 66

01 fevereiro 2010

Minha esperança

Minha esperança está no que os olhos nunca viram. Portanto, não me deixes confiar nas recompensas visíveis. Minha esperança está naquilo que o coração não pode sentir. Não permitais, portanto, que eu confie nos sentimentos do meu coração. Minha esperança está naquilo em que a mão do homem jamais tocou. Não permitais que eu confie naquilo que posso segurar entre os dedos. (...) Deixa que minha confiança se apóie em Tua misericórdia, e não em mim. Deixa-me colocar minha esperança em Teu amor, não na fortaleza ou na saúde ou na habilidade ou nos recursos dos homens.

Thoughts in Solitude, de Thomas Merton
(Farrar, Straus and Giroux Publishers, New York), 1958. p. 29-30
No Brasil: Na liberdade da solidão, (Editora Vozes, Petrópolis), 2001. p. 34
Reflexão da semana de 01-02-2010

Um pensamento para reflexãoSe confiar em Ti, tudo o mais se tornará para mim fortaleza, saúde, apoio. Tudo me conduzirá ao céu. Se eu não confiar em Ti, tudo concorrerá para a minha destruição.
Na liberdade da solidão, Thomas Merton

06 abril 2009

Encontrar a Terra Prometida

“Faze-me atravessar com alegria, Deus, o Teu Jordão. Lamento ter esquecido meus desejos e arder com outros desejos de terminar meu trabalho, conseguir que livros sejam distribuídos a pessoas. Mas, acima de tudo, existe apenas um desejo, que é o de encontrar a terra prometida e a liberdade de um amor puro, despreocupado de tudo que não seja o amor, despreocupado de tudo que não seja a pureza de Deus, Sua vontade, Sua glória. Paz acima da linguagem, não em algum estado esotérico, mas na divina realidade de um amor que é contemplação e ação, que adere a Deus e Nele abraça o mundo todo, na paz, na unidade.”

Entering the Silence, Journals volume 2, de Thomas Merton
Editado por Jonathan Montaldo
(HarperSanFrancisco, San Francisco), 1997, p. 177
Reflexão da semana de 06-04-2009

Um pensamento para reflexão
: “Assim, ao entrar na Semana da Paixão, minha mente está sintonizada com a Liturgia e com [as palavras proféticas de] Jeremias. Na Comunhão, é Cristo no Horto que ora em mim. Não tenho mais vontade de escrever.”
Entering the Silence, Thomas Merton

16 fevereiro 2009

Encontrar minha alegria

“ Justifica minh’alma, ó Deus, mas que também de Tuas fontes o fogo encha minha vontade. Brilha em minha mente, o que talvez signifique ‘sê escuridão em minha experiência’, mas ocupa meu coração com tua Vida formidável. Que meus olhos neste mundo só enxerguem Tua glória, que minhas mãos nada toquem a não ser em Teu serviço. Que só prove minha língua o pão que me fortalece para louvar Tua imensa misericórdia. Ouvirei a Tua voz, ouvirei todas as harmonias que criaste ao cantares os teus hinos. Lã das ovelhas e algodão dos campos me aquecerão, e viverei ao Teu serviço; o resto, darei aos pobres. Deixa-me usar todas as coisas por uma só razão: encontrar minha alegria em dar-Te glória.”

New Seeds of Contemplation
, de Thomas Merton

(New Directions, New York), 1961. p. 44
No Brasil: Novas Sementes de Contemplação, (Editora Fissus, Rio de Janeiro), 2001. p. 50-51
Reflexão da semana de 16-02-2009


Um pensamento para reflexão: “Pois só uma coisa há que satisfaça e recompense o amor: tu, somente tu.”
Novas Sementes de Contemplação, Thomas Merton

08 dezembro 2008

Perdoei o universo sem-fim

A data de 10 de dezembro de 2008 marcará o quadragésimo aniversário da morte de Merton e o 67º aniversario do seu ingresso na vida monástica na Abadia de Gethsemani.

[A Voz de Deus foi ouvida no Paraíso:]
“ Sempre protegi Jonas com Minha misericórdia, e não sei absolutamente o que é a crueldade. Viste-me alguma vez, Jonas, filho meu? Misericórdia dentro de misericórdia dentro de misericórdia. Perdoei o universo sem-fim, porque nunca conheci o pecado.

O que era pobre tornou-se infinito. O que é infinito nunca foi pobre. Sempre considerei a pobreza como infinita: não amo absolutamente as riquezas. Prisões dentro de prisões dentro de prisões. Não construais para vós êxtases sobre a terra, onde tempo e espaço corrompem, onde os minutos invadem e furtam. Não te prendas mais ao tempo, Jonas, filho meu, para que os rios não te carreguem.

O que era frágil tornou-se poderoso. Amei o que era mais frágil. Olhei para o que nada era. Toquei o que era sem substância e, dentro do que não era, sou.”

The Sign of Jonas, de Thomas Merton
(Harcourt, Brace and Company, New York), 1953 p. 362
No Brasil: O Signo de Jonas, (Editora Mérito, São Paulo - Rio de Janeiro), 1954, p. 409-410
Reflexão da semana de 08-12-2008

Um pensamento para reflexão*: “ Senhora, quando naquela noite deixei a Ilha que outrora foi tua Inglaterra, teu amor veio comigo, embora eu não soubesse nem conseguisse me dar conta disso. E era teu amor, tua intercessão por mim, perante Deus, que estava aplacando os mares diante do navio, abrindo meu caminho para outro país.

Eu não sabia ao certo para onde ia, nem podia prever o que faria quando chegasse a Nova York. Mas vias mais longe e mais claro do que eu, e abriste os mares diante do meu navio, cujo trajeto levou-me, cortando as águas, a um lugar com o qual eu jamais sonhara e que, todavia, já estavas preparando para ser minha salvação, meu abrigo, meu lar. Enquanto eu achava que não havia Deus, nem amor, nem misericórdia, me conduzias o tempo todo para o meio do Seu amor e da sua misericórdia e, sem que eu nada soubesse, me levavas para a casa que me ocultaria no segredo da Sua Face.”

A Montanha dos Sete Patamares, Thomas Merton

*Um trecho de uma oração de Merton à Mãe de Deus na data da solenidade de sua Imaculada Conceição, rememorando sua partida da Inglaterra, pela última vez, para viver nos Estados Unidos, estudar na Universidade de Columbia, até encontrar um "lar" na Abadia de Gethsemani.

28 maio 2007

Vosso amor me acompanhou nesta viagem

“Senhora, quando naquela noite saí da Ilha, que foi outrora vossa Inglaterra, vosso amor me acompanhou, ainda que eu não pudesse sabê-lo nem dele tomar consciência. Foi vosso amor, vossa intercessão por mim perante Deus, que estava preparando os mares diante de mim, abrindo-me o caminho para outro país.

Eu não tinha certeza para onde ia nem podia imaginar o que faria em Nova Iorque. Mas vós vistes mais longe e com mais clareza e abristes os mares diante de meu navio, cuja trajetória me levou por sobre as águas a um lugar com que jamais havia sonhado, mas que já então estáveis preparando para ser minha salvação, meu refúgio e meu lar. E quando eu achava que não havia Deus, não havia amor nem misericórdia, vós me conduzíeis o tempo todo para dentro de Seu amor e misericórdia, levando-me, sem meu conhecimento, para a casa que me ocultaria no segredo de Sua Face.”

The Seven Storey Mountain, de Thomas Merton
(Harcourt, Brace, New York), 1948, p. 129-130
No Brasil: A montanha dos sete patamares, (Editora Vozes, Petrópolis), 2005, p. 161-162
Reflexão da semana de 28-05-2007

Um pensamento para reflexão: “Preciso muito de oração com um coração contrito, com pensamentos mais humildes sobre dizer e fazer o que eu digo e faço. Tento parecer sábio, mas não temo a Deus sem o quê não há um começo para a sabedoria.”
A Search for Solitude. Journals, volume 4, Thomas Merton

14 maio 2007

Preciso de ti

[Trecho de oração a Nossa Senhora do Monte Carmelo]
“ Ensina-me a ir para o campo, além das palavras e dos nomes. Ensina-me a orar deste lado da fronteira, aqui no meio destes bosques.

Preciso ser conduzido por ti. Preciso que meu coração seja guiado por ti. Preciso que minha alma seja limpa por tua oração. Preciso que minha vontade seja fortalecida por ti. Preciso que o mundo seja salvo e mudado por ti. Preciso de ti para cuidar de todos os que sofrem, que estão presos, em perigo, aflitos. Preciso de ti para os loucos deste mundo. Preciso da tua mão que cura para que esteja sempre presente em minha vida. Preciso de ti para tornar-me, como teu Filho, uma pessoa que cura, conforta e que salva. Preciso de ti para dar nome aos mortos. Preciso de ti para ajudar os que estão morrendo a cruzar os seus rios. Preciso de ti para mim, quer eu viva ou morra. Preciso de ti para ser teu monge e teu filho. Tudo isso é necessário. Amém.”

A Search for Solitude — Journals, Volume 3, de Thomas Merton
Editado por Lawrence S. Cunningham
(HarperSanFrancisco, San Francisco), 1997, p. 46-47
Reflexão da semana de 14-05-2007

Um pensamento para reflexão: “ Mostra-nos o teu Cristo, Senhora, após este nosso exílio, sim, mas mostra-nos ele, também, agora e aqui, enquanto ainda vagamos.”
A montanha dos sete patamares, Thomas Merton

10 dezembro 2006

Thomas Merton: 31-01-1915 — 10-12-1968

SENHOR, MEU DEUS, não sei para onde vou. Não vejo o caminho diante de mim. Não posso saber com certeza onde terminará. Nem sequer, em realidade, me conheço, e o fato de pensar que estou seguindo a Tua vontade não significa que, em verdade, o esteja fazendo.

Mas creio que o desejo de Te agradar Te agrada realmente. E espero ter esse desejo em tudo que faço. Espero que jamais farei algo de contrário a esse desejo. E sei que, se assim fizer, Tu me hás de conduzir pelo caminho certo, embora eu nada saiba a esse respeito.

Portanto, sempre hei de confiar em Ti, ainda que me pareça estar perdido e nas sombras da morte. Não hei de temer, pois estás sempre comigo e nunca me abandonarás, para que eu enfrente sozinho os perigos que me cercam.

Na liberdade da solidão, Thomas Merton