21 julho 2014

Aceitar-nos como somos

“O valor da nossa atividade depende quase inteiramente da humildade em aceitar-nos como somos. O motivo por que fazemos tão mal as coisas é que não nos contentamos em fazer o que podemos”

Homem Algum é uma Ilha, Thomas Merton (Verus Editora, Campinas), 2003. p. 114

14 julho 2014

Em busca de paz

“Todo homem procura, em primeiro lugar, a paz consigo mesmo. Isso é necessário porque não achamos, naturalmente, descanso em nós mesmos. Temos de aprender a comunicar-nos conosco, antes de podermos comunicar-nos com os outros homens e com Deus.”

Homem Algum é uma Ilha, Thomas Merton (Verus Editora, Campinas), 2003. p. 109 e 100

07 julho 2014

Pensar e agir

“A minha alma não se descobre senão quando age. Ela deve, pois agir. A estagnação e a inatividade trazem a morte espiritual. Mas a alma não deve projetar-se inteiramente nos efeitos externos da sua atividade. Não preciso ver-me a mim mesmo, eu só preciso ser quem sou. Devo pensar e agir como um ser vivo, mas não devo mergulhar o meu inteiro ser naquilo que penso e faço, nem me procurar sempre na obra que fiz.”

Homem Algum é uma Ilha, Thomas Merton (Verus Editora, Campinas), 2003. p. 110

30 junho 2014

O princípio de nossos atos

“É o fogo, e não a fumaça do fogo, que nos aquece. É o navio, e não o seu rastro, que nos leva. Assim também o que nós somos deve ser procurado nas invisíveis profundezas do nosso ser, e não na reflexão exterior dos nossos atos. Devemos encontrar o nosso eu verdadeiro, não na espuma excitada pelo choque do nosso ser com os entes ao redor, mas na alma, que é o princípio de todos os nossos atos.”

Homem Algum é uma Ilha, Thomas Merton (Verus Editora, Campinas), 2003. p. 109

23 junho 2014

Disciplina: liberdade espiritual

“Desejar uma vida espiritual é, assim, desejar disciplina. De outro modo, o nosso desejo é uma ilusão. É uma verdade que a disciplina é considerada uma força capaz de levar-nos, por fim, à liberdade espiritual. Entretanto, o nosso ascetismo não nos deveria tornar espiritualmente rígidos, embora flexíveis, porque rigidez e liberdade não se conciliam. Mas a nossa disciplina deve ter um certo elemento de severidade. Do contrário, ela nunca nos livrará das paixões.”

Homem Algum é uma Ilha, Thomas Merton (Verus Editora, Campinas), 2003. p. 105