"Deus está em toda parte e nunca nos deixa. No entanto, Ele parece, umas vezes, presente; outras, ausente. Se não O conhecemos bem, não percebemos que Ele nos pode ser mais presente, em sua ausência, do que em sua presença.
Deus tem duas espécies de ausência. Uma é a que nos condena; a outra a que nos santifica.
Na ausência que condena, Deus não nos conhece, visto que pusemos um outro deus em seu lugar e recusamos ser conhecidos por Ele.
Na ausência que santifica, Ele está presente, e essa presença é afirmada e adorada pela ausência do resto. Ele está mais perto de nós do que nós mesmos, embora não o vejamos. Quem quer que O tente agarrar e reter, prende-Lo-á. Ele é como o vento que sopra onde lhe apraz. Quem O ama, deve amá-Lo assim vindo não se sabe donde, e indo não se sabe para onde."
Deus tem duas espécies de ausência. Uma é a que nos condena; a outra a que nos santifica.
Na ausência que condena, Deus não nos conhece, visto que pusemos um outro deus em seu lugar e recusamos ser conhecidos por Ele.
Na ausência que santifica, Ele está presente, e essa presença é afirmada e adorada pela ausência do resto. Ele está mais perto de nós do que nós mesmos, embora não o vejamos. Quem quer que O tente agarrar e reter, prende-Lo-á. Ele é como o vento que sopra onde lhe apraz. Quem O ama, deve amá-Lo assim vindo não se sabe donde, e indo não se sabe para onde."
Homem algum é uma ilha, Thomas Merton (Editora Agir), 1968, pág.194