18 maio 2015

O verdadeiro valor do perdão



"Não sabemos perdoar verdadeiramente enquanto não tivermos experimentado o que seja ser perdoado. Portanto devemos alegrar-nos de podermos receber o perdão de nossos irmãos. É esse perdão mútuo que manifesta em nossa vida o amor de Jesus por nós, pois, perdoando-nos mutuamente, agimos uns para com os outros como Ele agiu para conosco."


Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Editora Vozes), 7ª Ed. 2001, pág. 32 

11 maio 2015

A nossa miséria



"Se soubermos como é grande o amor de Jesus por nós, nunca teremos medo de ir a Ele em toda a nossa pobreza, toda a nossa fraqueza, toda a nossa indigência espiritual e fragilidade. De fato, quando compreendermos o verdadeiro sentido de seu amor por nós, haveremos de preferir vira a Ele pobres e necessitados. Nunca nos envergonharemos de nossa miséria. A miséria é para nós vantagem quando de nada precisamos a não ser de misericórdia."


Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Editora Vozes), 7ª Ed. 2001, pág. 31  

04 maio 2015

Vida espiritual

jardins de Itaici


"Não há verdadeira vida espiritual fora do amor de Cristo. Temos uma vida espiritual unicamente porque Ele nos ama. A vida espiritual consiste em receber o dom do Espírito, e sua caridade, porque, em seu amor por nós, o Sagrado Coração de Jesus determinou que vivêssemos por seu espírito – o mesmo Espírito que procede do Verbo e do Pai e que é o amor de Jesus pelo Pai."


Na liberdade dasolidão, Thomas Merton (Editora Vozes), 7ª Ed. 2001, pág. 31

27 abril 2015

O prazer de um ato bom


"Não há esperança para alguém que luta por obter uma virtude abstrata – uma qualidade de que não possui nenhuma experiência. Nunca poderá, eficazmente, preferir a virtude ao vício oposto, seja qual for o grau com que, aparentemente, despreza esse vício.

Todos possuem um desejo espontâneo de fazer coisas boas e de evitar as más. No entanto, esse desejo é estéril enquanto não temos a experiências do que significa ser bom.

O prazer de um ato bom é algo a ser relembrado, não para alimentar nossa vaidade, mas para nos recordar que as ações virtuosas são não somente possíveis e valiosas, mas pode tornar-se mais fáceis, mais cheias de encanto e mais frutuosas do que os atos viciosos que a elas se opõem, frustrando-as.

Uma falsa humildade não nos deve roubar o prazer da conquista, que nos é devido, e mesmo necessário à nossa vida espiritual, sobretudo no início.
É verdade que, mais tarde, podemos conservar ainda defeitos que não conseguimos dominar – de maneira a termos a humildade de lutar contra um adversário aparentemente invencível, sem sentirmos prazer algum pela vitória.

Pois pode nos ser pedido renunciar até mesmo ao prazer que sentimos ao fazer coisas boas, de maneira a termos a certeza de que as realizamos por algo mais do que esse mesmo prazer. Mas antes de podermos renunciar a esse prazer, temos de aceitá-lo. No início, o prazer vindo da conquista de si mesmo é necessário. Não tenhamos medo de desejá-lo."

Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Editora Vozes), 7ª Ed. 2001, pág. 26 a 28

20 abril 2015

Autoconquista

"A verdadeira autoconquista é a conquista de nós mesmos, não por nós, mas pelo Espírito Santo. A conquista de si próprio é, na realidade, a entrega de si próprio.

Todavia, antes de podermos entregar-nos, é necessário tornarmo-nos nós mesmos. Pois ninguém pode entregar o que não possui.

Digamos com maior precisão – temos de ter bastante domínio sobre nós mesmos para renunciar à nossa vida nas mão de Cristo – de maneira que ele possa conquistar aquilo que, por nossos próprios esforços, não podemos alcançar.

Para conseguir o domínio de nós mesmos, temos que estar de posse de um certo grau de confiança, de esperança na vitória. E, para manter essa esperança viva, devemos, geralmente, ter saboreado a vitória. Temos de saber o que é a vitória e preferi-la à derrota."

Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Editora Vozes), 7ª Ed. 2001, pág. 26