27 julho 2015

A verdadeira pobreza



"A pobreza significa ter necessidade. Fazer voto de pobreza e nunca passar necessidade, nunca precisar de algo sem logo obtê-lo, é rir-se do Deus Vivo."

Na liberdade da solidão,Thomas Merton (Editora Vozes), 7ª Ed. 2014, pág.50

22 julho 2015

Renunciar aos desejos para desejar o Único Verdadeiro



"Para unificar nossa vida, unifiquemos nossos desejos. Para espiritualizar nossa vida, espiritualizemos nossos desejos. Para espiritualizar nossos desejos, desejemos não ter desejos. Viver no espírito é viver para Deus, em quem cremos sem poder vê-lo. Desejar isso é, portanto, renunciar ao desejo de tudo que pode ser visto. Possuir aquele que não pode ser compreendido é renunciar a tudo que pode ser compreendido. Para repousar naquele que está para além de todo repouso criado, renunciamos ao desejo de repousar nas coisas criadas."


Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Editora Vozes), 7ª Ed. 2014, pág. 47

14 julho 2015

Pobreza: esperar apenas em Deus


"Quanto mais felizes nos sentimos com nossa pobreza, tanto mais perto estaremos de Deus, porque, então, aceitamos em paz nossa pobreza, nada esperando de nós próprios e tudo esperando de Deus."

Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Editora Vozes), 7ª Ed. 2014, pág. 45

07 julho 2015

Oração contemplativa

"A única coisa a procurar na oração contemplativa é Deus, e o procuramos com êxito quando compreendemos que não o podemos encontrar se ele não se manifestar a nós e que, no entanto, ele não nos inspiraria buscá-lo se não o houvéssemos já encontrado."


Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Editora Vozes), 7ª Ed. 2014, pág. 44 e 45

29 junho 2015

A vida espiritual na prática



"Para sermos espirituais, temos de permanecer homens. E, se isso não fosse evidenciado em toda parte na teologia, o Mistério da Encarnação seria disso, amplamente, uma prova. Por que Cristo se fez homem senão para salvar os homens unindo-os misticamente a Deus por meio de sua Humanidade? Jesus viveu a vida ordinária dos homens de seu tempo, a fim de santificar as vidas (ordinárias) dos homens de todos os tempos. Se queremos, pois, ser espirituais, vamos em primeiro lugar viver nossa própria vida. Não tenhamos medo das responsabilidades e inevitáveis distrações inerentes à tarefa a nós confiada pela vontade de Deus. Abracemos a realidade; assim nos encontraremos imersos na vontade vivificadora e na sabedoria de Deus, que por toda a parte nos envolve.

Primeiramente, certifiquemo-nos de que sabemos o que estamos fazendo. Só a fé pode dar-nos a luz para vermos que a vontade do Senhor se acha em nossa vida cotidiana. Sem essa luz, não podemos discernir o caminho certo, nem tomar as decisões exatas. Para nos mantermos espiritualmente vivos, temos de renovar constantemente nossa fé. Somos como pilotos de navios, imersos no nevoeiro, escrutando a escuridão diante de nós, tentando ouvir o ruído de outros navios, e só podemos atingir o porto se nos mantivermos alertas. A vida espiritual é, portanto, em primeiro lugar, uma questão de estar desperto."


Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Editora Vozes), 7ª Ed. 2014, pág. 39 e 40