“Teófilo, de memória sagrada, bispo de
Alexandria, viajou até Cétia e os irmãos disseram ao abade Pambo: ‘Diga uma ou
duas palavras ao bispo, para que sua alma seja edificada.’ O ancião respondeu: ‘Se
ele não for edificado pelo meu silêncio, não há esperança de que o seja pelas
minhas palavras.’”
02 maio 2016
26 abril 2016
Ide pelo mundo...
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| pequeno Thomas por volta dos 5 anos de idade |
— Pai, todos os passarinhos estão na igreja deles.
E depois eu disse: — Por que não vamos à igreja?
Meu pai levantou a cabeça e disse: — Nós iremos.
— Agora? — perguntei.
— Não, é muito tarde. Mas iremos num outro domingo.”
A montanha dos sete patamares, (Editora Vozes, Petrópolis), 2005, pág. 15
18 abril 2016
Valores universais
"Gandhi tinha o maior respeito pelo cristianismo, por Cristo e pelo Evangelho. Seguindo seu caminho da satyagraha* acreditava seguir a Lei de Cristo. Seria difícil provar estar ele inteiramente enganado nessa crença ou que fosse ele, em qualquer grau, insincero.Uma das grandes lições da vida de Ghandi é a seguinte: Ele, um indiano, descobriu, através das tradições espirituais do Ocidente, sua herança indiana e, com ela, seu reto pensar. Ora, na fidelidade à sua própria herança e ao seu sadio equilíbrio, pôde apontar aos homens do Ocidente e de todo o mundo um meio de recuperar o reto pensar dentro de sua própria tradição, manifestando, assim, o fato de que existem certos valores essenciais e indiscutíveis – religiosos, éticos, ascéticos, espirituais e filosóficos – sempre necessários ao homem e que, no passado, conseguiu ele adquirir.
Valores sem os quais não pode viver, valores atualmente em grande escala por ele perdidos, de modo que, sem preparação para enfrentar a vida de maneira plenamente humana, corre agora o risco de destruir-se completamente. Esses valores podem ser denominados “religião natural” ou “lei natural”, seja como for, o cristianismo admite sua existência, pelo menos como preâmbulos à fé e à graça, se não, por vezes, muito mais que isso (Rm 2, 14-15; At 17, 22-31).
Esses valores são universais e é difícil ver-se como possa haver alguma “catolicidade” (cath-holos significa “tudo abranger”) que, mesmo implicitamente, os exclua. Uma das marcas da catolicidade é precisamente a de que valores em toda parte naturais ao homem se realizem, no mais elevado nível, na Lei do Espírito e na caridade cristã. Uma 'caridade' que exclui esses valores não pode reivindicar para si o título de amor cristão."
*Uma palavra fabricada por Gandhi. Sua raiz significa “apegar-se à verdade” e, por extensão, resistência pela não-violência.
11 abril 2016
Amor, solidão e verdade
Só
quando não mais precisarmos buscá-la – pois, enquanto a buscamos, deixamos
implícito que a perdemos. Mas, na realidade, reconhecer-nos enraizados na nossa
verdadeira base, o amor, é reconhecer que não podemos ser sem ele.
Esse
reconhecimento é impossível sem uma solidão pessoal básica."
Amor e vida, Thomas Merton (Martins Fontes, 2004), pág. 19
04 abril 2016
A experiência mística da contemplação
“A verdadeira experiência mística de Deus e a suprema renúncia a tudo fora dele coincidem. São dois aspectos da mesma coisa. (...) A união da luz simples de Deus com a luz simples do espírito do homem, no amor, é contemplação.”
Novas sementes de contemplação, Thomas Merton (Editora Fisus), 1999, pág. 263 e 284
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