“Como
Deus está próximo de nós, quando, reconhecendo e aceitando a nossa abnegação,
lançamos inteiramente em suas mãos os nossos cuidados! Contra toda a
expectativa humana, Ele nos sustenta quando é preciso, ajudando-nos a fazer o
que parecia impossível. Aprendemos, então, a conhecê-Lo não nessa ‘presença’
que se acha em abstratas considerações (...) mas no vazio de uma esperança que
pode chegar ao limiar do desespero. (...) A esperança está sempre prestes a
converter-se em desespero, mas sem nunca chegar, porque, no instante supremo da
crise, o poder de Deus se perfaz, de repente, em nossa fraqueza.”
Homem algum é uma ilha, Thomas
Merton, (Ed. Agir) 5ª Edição, 1968, pág. 172
12 setembro 2016
05 setembro 2016
Humildade, fé e caridade
“O sentido
todo da vida consiste em espiritualizar nossas atividades pela humildade e a
fé, e em silenciar nossa natureza pela caridade.”
Na Liberdade da Solidão,
Thomas Merton (Ed. Vozes), 7ª Ed. 2001, pág. 90
29 agosto 2016
A completar o trabalho
“A
contemplação (...) é um dom religioso e transcendente. Não é algo que possamos
atingir sozinhos pelo esforço intelectual e o aperfeiçoamento de nossas
potências naturais. Não é uma espécie de auto hipnose, resultando da
concentração, sobre o nosso próprio ser íntimo, espiritual. Não é fruto de
nosso próprio esforço. É dom de Deus que, em sua misericórdia, completa o
trabalho oculto e misterioso da criação em nós, iluminando nosso espírito e
nosso coração, despertando em nós a consciência de que somos palavras
proferidas em sua Única Palavra, e que o seu Espírito Criador (Creator Spiritus) habita em nós e nós
Nele. (...) A contemplação é mais do que mera consideração de verdades
abstratas sobre Deus. É um despertar, uma apreensão intuitiva com que o amor se
certifica da intervenção criadora e dinâmica de Deus em nossa vida cotidiana.”
Novas Sementes de Contemplação, Thomas Merton (Ed. Fisus), 1999, pág. 12
Novas Sementes de Contemplação, Thomas Merton (Ed. Fisus), 1999, pág. 12
22 agosto 2016
Alegra-te, cheia de graça...
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| A Anunciação - por Fra Angélico |
Editado por Jonathan Montaldo – Traduzido por René Bucks (Ed.
Fisus), 2003, pág. 145
15 agosto 2016
Em busca de paz - Parte 2
(Ando
assustado com a espantosa clareza da argumentação de Anselmo em De Casu Diaboli. Uma visão da liberdade
que é essencialmente monástica, i.e., contida na perspectiva de uma vocação e
graça inteiramente pessoais.) A necessidade de oração – a necessidade de sólida alimentação teológica, pela
Bíblia, pela tradição monástica. Não experimentação nem diletantismo filosófico.
A necessidade de ser inteiramente definido por uma relação com e uma orientação
para Deus meu Pai, i.e., uma vida de filiação
na qual tudo que distrai dessa relação é visto como absurdo e tolo. Quão real é
isto! Uma realidade que devo estar constantemente avaliando, que não pode
simplesmente ser tomada por certa. Que não pode perder-se em distrações. Aqui a
distração é fatal – leva-nos inexoravelmente ao abismo. Não se requer porém
concentração, apenas estar presente.
E também trabalhar com seriedade em tudo que há para ser feito – cuidar do
jardim do paraíso! Pela leitura, a meditação, o estudo, a salmodia, o trabalho
manual e também um pouco de jejum etc. Acima de tudo trabalho da esperança, não
a estúpida e frouxa autopiedade do tédio, da acedia.
Merton na intimidade – Sua vida em seus diários,Thomas Merton
Merton na intimidade – Sua vida em seus diários,Thomas Merton
Editado por Patrick Hart e Jonathan Montaldo – Traduzido por
Leonardo Fróes (Ed. Fisus), 2001, pág. 290-291
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