“Deus
se dá àqueles que se dão a Ele. A maneira não importa muito, contanto que seja
a maneira que Ele escolheu para o nosso caso. Acho que posso me aproximar de
Deus tanto por meio do estudo dos áridos problemas da teologia moral, como pela
leitura dos mais ardentes textos místicos. Pois é a vontade de Deus que eu,
como sacerdote, conheça minha teologia moral. O dever não deve ser enfadonho. O
amor pode torná-lo belo e enchê-lo de vida. Enquanto estivermos preocupados em
traçar linhas divisórias entre o dever e o prazer no mundo do espírito,
estaremos afastados de Deus e de sua alegria.”
O signo de Jonas, Thomas Merton (Ed. Mérito),
1954, pág. 324
10 outubro 2016
03 outubro 2016
Vai e faze a mesma coisa
![]() |
| O bom samaritano - Vincent Van Gogh |
Amor e vida, Thomas Merton (Editora Martins
Fontes), 1ª Edição 2004, pág. 222
26 setembro 2016
Aquele que dentre vós for o menor, esse é o maior
![]() |
| São Pedro penitente - Guido Reni |
“O silêncio interior é impossível sem a
misericórdia e a humildade.”
Na liberdade da solidão,
Thomas Merton (Ed. Vozes), 7ª Ed. 2014, pág. 60
19 setembro 2016
A lâmpada que deve brilhar
“Eu tinha
certo receio de todas as regras religiosas como um todo, e este novo passo para
o mosteiro não era algo que eu daria apressadamente. Ao contrário, minha mente estava
cheia de dúvidas sobre o jejum, a clausura, as longas orações, a vida
comunitária, a obediência monástica, a pobreza, etc. E havia muitos fantasmas
estranhos dançando nas portas da minha imaginação, todos prontos a entrar, se
eu o permitisse. Caso o permitisse, eles me mostrariam como ficaria demente no
mosteiro, como minha saúde se abalaria e meu coração baquearia; eu entraria em
colapso, seria reduzido a frangalhos e voltaria ao mundo qual destroço moral e
físico, sem qualquer esperança. (...)
Tão logo
comecei a jejuar, a recusar a mim mesmo certos prazeres e a dedicar tempo à
oração, à meditação e aos outros exercícios que fazem parte da vida religiosa,
descobri que superava rapidamente minha má saúde, tornava-me saudável, forte e imensamente
feliz.”
A montanha dossete patamares,
Thomas Merton (Ed. Vozes), 2ª Ed. 2010, pág. 237-238
12 setembro 2016
No limiar do desespero
“Como
Deus está próximo de nós, quando, reconhecendo e aceitando a nossa abnegação,
lançamos inteiramente em suas mãos os nossos cuidados! Contra toda a
expectativa humana, Ele nos sustenta quando é preciso, ajudando-nos a fazer o
que parecia impossível. Aprendemos, então, a conhecê-Lo não nessa ‘presença’
que se acha em abstratas considerações (...) mas no vazio de uma esperança que
pode chegar ao limiar do desespero. (...) A esperança está sempre prestes a
converter-se em desespero, mas sem nunca chegar, porque, no instante supremo da
crise, o poder de Deus se perfaz, de repente, em nossa fraqueza.”
Homem algum é uma ilha, Thomas
Merton, (Ed. Agir) 5ª Edição, 1968, pág. 172
Assinar:
Postagens (Atom)



