10 julho 2017

Sem objeções

“Esta tarde, durante cerca de uma hora e meia, suspendi tudo, esqueci tudo, e fiquei em companhia de Deus; primeiro fora e depois dentro da igreja. Todas as coisas que me têm preocupado desapareceram até a hora das Vésperas. Assim que comecei a cantar, voltaram. Mais uma vez me senti irritado com o coro, com o trabalho que estou fazendo e com todas as coisas em geral, e voltei ao velho refrão de me tornar eremita. As distrações me aniquilam desde o momento em que o sino toca chamando para o ofício, abrimos os livros e ficamos prontos à espera de começar. Contudo, se ficar pasmado ali no coro, em confusão, resultar na maior glória de Deus, não faço objeções.”

O Signo de Jonas
(Mérito, 1954), pág. 69

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No objection
“For about an hour and a half this afternoon I just shut up and forgot everything and stayed with God, first outside the church and then inside it. All the things that had been bothering me vanished until Vespers. As soon as I started to sing, everything came back. I was once again irritated with the choir and with the work I am doing and with everything in general and went back to the old refrain about being a hermit. Distractions overwhelm me as soon as we open the books and stand there ready to sing. However, if it gives God glory for me to stand there in confusion, I have no objection.”
The sign of Jonas
 (Harvest Book, 1981), p.56

Sin objeciones
“Esta tarde, durante cerca de hora y media, lo suspendí todo, me olvidé de todo, y permanecí con Dios, primero fuera y luego dentro de la iglesia. Todas las cosas que me habían estado molestando desaparecieron hasta Vísperas. Apenas me puse a cantar, volvió todo. Una vez más, me sentí irritado con el coro, con el trabajo que estoy haciendo y con todo en general, y volví al viejo refrán de hacerme eremita. Las distracciones son abrumadoras desde el momento en el que suena la campana llamando al oficio, abrimos los libros y nos preparamos para cantar. Sin embargo, si quedarme yo allí turbado le da gloria a Dios, no tengo objeciones.”
El signo de Jonás
Traducción SAFTM - Brasil


03 julho 2017

Momentos de crise

“É demasiadamente fácil atravessar a vida com liberdade indolente e adormecida, que se assemelha a uma lâmpada sem óleo – uma lâmpada que não ilumina quando se precisa de luz.

Temos mais necessidade de ter a luz acesa em nosso espírito pelo Espírito de Jesus quando ouvimos o grito: ‘eis o Esposo’. E Ele vem, não só no fim dos tempos, na Parusia, mas também em momentos imprevisíveis em nossa vida particular – momentos de crise, quando somos providencialmente chamados a nos ultrapassar e a nos apressarmos rumo à plena realização de nosso destino pessoal.”

O Homem Novo
(Agir, 1966), pág. 173-174
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Moments of crisis
"It is all too easy to go through life with a supine and slumbering liberty that is like a lamp without oil –a lamp that does not give light when it is needed.
We most need the light enkindled in our spirit by the Spirit of God when the cry goes up “the Bridegroom comet.” And He comes not only at the end of time, at the Parousia, but also at unpredictable moments in our own individual lives –moments of crisis, when we are providentially summoned to surpass ourselves, and press onward to the fulfilment of our own personal destiny."
The New Man
(Burns & Oats, 1976, p.160)

Momentos de crisis
“Es demasiado fácil ir por la vida con una libertad indolente y adormilada, que es como una lámpara sin aceite –una lámpara que no alumbra cuando se necesita luz.
Cuando más necesitamos que el Espíritu de Jesús tenga encendida la luz en nuestro espíritu es cuando oímos el grito: ‘Ya viene el Esposo.’ Y Él viene, no solo en el fin de los tiempos, en la Parusia, sino también en momentos imprevisibles en nuestras vidas individuales –momentos de crisis, en los que somos providencialmente emplazados a superarnos y presionados para el cumplimiento de nuestro destino personal.”
El hombre nuevo 
Traducción SAFTM - Brasil

26 junho 2017

Pensamentos

"Nossa mente se assemelha aos corvos: apodera-se de tudo o que brilha e não se importa com o desconforto em nossos ninhos com todo aquele metal."
Fissus, 1999 - Pag. 107
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Thoughts
Our minds are like crows. They pick up everything that glitters, no matter how
uncomfortable our nests get with all that metal in them.

New Seeds of Contemplation 
New Directions Books, 2007, p.104

Pensamientos
Nuestras mentes son como cuervos. Recogen todo cuanto brilla, sin tener en
cuenta lo incómodos que se hacen nuestros nidos con todo ese metal en ellos.

Nuevas semillas de contemplación  
E.D.H.A.S.A., p. 94 107

19 junho 2017

Numa noite escura

“Nossa tragédia consiste em que apesar de vermos claramente a futilidade do que desejamos, continuamos a desejá-lo só por causa do desejo. A paixão passa a ser o nosso prazer, e a razão seu instrumento. Sua função pervertida será, então, criar ídolos, isto é, ficções, a que podemos dedicar a adoração do amor e do ódio, a alegria e a angústia, a esperança e o terror.
Desse cativeiro não há libertação natural. A própria razão, capaz de livrar-se, passa de fato a devotar-se ao serviço da paixão, e isso é o pecado original. Só a fé e a graça, só a irrupção do sobrenatural em nossa vida pode fazer que a razão quebre as teias da paixão.”
(Itatiaia, 1999), pág. 43
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In a dark night
“Our tragedy consists in this: that although our reason may be capable of showing us clearly the futility of what we desire, we continue to desire it for the sake of the desire. Passion itself is our pleasure. Reason then becomes the instrument of passion. Its perverted function is to create idols –that is, fictions- to which we can dedicate the worship of love and hatred, joy and anguish, hope and fear.
From this servitude there is no natural deliverance. Reason itself, which has the power to free itself from passion, has in fact devoted itself in advance to the service of passion: and that is what we call original sin. It takes faith and grace, it takes the irruption into our life of the supernatural order, for the web of passion to be finally broken by our reason.”
Ascent to truth
(Harvest Book, San Diego, New York, London, 1981), p. 49

En una noche oscura
“Nuestra tragedia consiste en que aunque vemos claramente la futilidad de lo que deseamos, continuamos a desearlo por el mero deseo. La pasión es nuestro placer. La razón se torna el instrumento de la pasión. Su función pervertida es crear ídolos –o sea, ficciones- a los que podemos dedicar la adoración de amor y odio, alegría y angustia, a esperanza y miedo.
De este cautiverio no hay liberación natural. La misma razón, capaz de liberarse de la pasión, de hecho se dedicó de antemano al servicio de la pasión: ello es lo que llamamos pecado original. Son necesarias fe y gracia, es necesaria la irrupción en nuestra vida de lo sobrenatural para que la razón rompa la telaraña de la pasión.”
El ascenso a la verdad
Traducción – SAFTM - Brasil

12 junho 2017

Forças poderosas (parte 3 - final)

“Três coisas sobre o comunismo: 1º, suas técnicas são tremendamente eficazes, em certo sentido, Seu maquinismo é equipado para uma única função, uma única: apossar-se do poder. (...). A ideologia é tão flexível que pode mudar inteiramente da noite para o dia (...). Os Vermelhos têm o dom de fazer com que eles próprios acreditem no que querem.

O 2º fato sobre o comunismo: possui formidável ascendência sobre aqueles que de fato se dedicam a ele Há milhões que acreditam realmente no comunismo, que estão unidos atrás de seus chefes, por mais corruptos que sejam, e com a plena convicção de estarem certos e de tudo mais ser ilusão. (...)

Finalmente e mais importante: o comunismo voga a favor da corrente e já que estamos vivendo num tempo de mudanças caóticas, é muito mais fácil destruir do que sustentar aquilo que se mantém há séculos. Por conseguinte é bem mais fácil para o comunismo predizer vitórias e consegui-las pois são quase inteiramente destrutivas. Cada ‘vitória’ arrasta para o redil do comunismo novos milhões de pessoas desprotegidas que pouco ou nada têm a perder com a mudança, pois nada possuem em primeiro lugar. Não será coisa difícil angariar seus apoio entusiástico e instilar-lhes a convicção de que agora estão realmente ‘ganhando uma posição’.

Qual a posição do monge diante desta grande corrente destruidora?.”

(Itatiaia, 1962), pág. 41-43