(Agir, 1963) pág. 122
12 fevereiro 2018
Esvaziando a vontade
“É verdade termos de tratar com Deus, a maior parte do tempo, como se fora Ele um ‘objeto’, isto é, considerando-O por conceitos que O apresentam a nós objetivamente. No entanto, como todos sabem, só conseguimos conhecer realmente a Deus quando O encontramos, ‘pelo amor’, escondido ‘em nós’, isto é, ‘por conaturalidade’. Todavia, paradoxalmente, não podemos achar a Deus ‘dentro de nós mesmos’ se não ‘saímos de nós mesmos’ pelo sacrifício. Só um amor sacrifical que nos torne capazes de nos largarmos a nós mesmos inteiramente, esvaziando-nos de nossa própria vontade, pode habilitar-nos a encontrar o Cristo no lugar ocupado anteriormente pelo nosso próprio ‘eu’.”
05 fevereiro 2018
Nada te pertube
"A última coisa no mundo que deveria preocupar um cristão ou a Igreja é a sobrevivência num sentido temporal e mundano. Preocupar-se com isso é uma negação implícita da vitória de Cristo e da Ressurreição"
(Vozes, 1970) pág. 145
29 janeiro 2018
Saber discernir
“A tarefa da razão, iluminada pela graça e aperfeiçoada pelas virtudes infusas, é assegurar a clara distinção entre a tentação e a luz da graça, entre força da emoção e o instinto de amor sobrenatural, entre as fantasias da imaginação e as luzes do Espírito Santo.”
(Itatiaia, 1999) pág. 135
22 janeiro 2018
Uma questão íntima
“O profundo mistério do meu ser frequentemente me é oculto pelo conceito que faço de mim mesmo. A ideia que faço de mim mesmo é falsificada pela admiração que tenho por meus atos. E as ilusões que acalento a meu respeito são produzidas pelo contágio das ilusões de outros homens. Cada qual procura imitar a imaginária grandeza do outro.”
(Verus, 2003) pág. 115
17 janeiro 2018
As sementes aladas
Cada momento e cada acontecimento na vida de cada homem na terra planta algo em sua alma. Pois, assim como o vento leva milhares de sementes aladas, assim também cada instante traz consigo germes de vitalidade espiritual que vão pousar imperceptivelmente no espírito e na vontade dos homens. A maioria dessas inumeráveis sementes perece e se perde porque os homens não estão preparados para recebê-las: sementes como essas só podem germinar na terra da liberdade, da espontaneidade, do amor.
Essa ideia não é nova. Na Parábola do Semeador, Cristo nos disse há séculos que “a semente é a Palavra de Deus”. Muitas vezes pensamos que isso só se aplica à palavra do Evangelho formalmente pregada nas igrejas aos domingos (se é que ainda é pregada nas igrejas!). Mas toda a expressão da vontade de Deus é, em certo sentido, uma “palavra” de Deus e, portanto, uma “semente” de vida nova.
Novas Sementes de Contemplação
(Vozes, 2017) pág. 29
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