12 março 2018

Uma Palavra transformadora

“A Palavra de Deus é, portanto, capaz de dar provas de autenticidade pelo seu poder transformador que opera uma invasão de amor, unidade, paz, compreensão mútua e liberdade, onde havia antes preconceito, conflito, ódio, divisão e ganância.”

(Vega, 1975) pág. 11

05 março 2018

Perdoar de coração

“Alguns são apenas virtuosos o suficiente para esquecer que são pecadores sem se sentirem infelizes o suficiente para lembrar quanto necessitam da misericórdia de Deus”

(Verus, 2003) pág. 179

26 fevereiro 2018

Quem se exalta será humilhado...

“As pessoas que tentam orar e meditar acima do seu próprio nível, que se mostram demasiadamente desejosas de alcançar o que creem ser ‘um elevado grau de oração’, afastam-se da verdade e da realidade. Ao observarem-se a si próprias e ao tentarem convencer-se de seus progressos, tornam-se prisioneiras de si mesmas. Quando então percebem que a graça delas se afasta, permanecem presas em seu próprio vazio, na inutilidade de seus esforços e ficam desamparadas. A acedia substitui o entusiasmo do orgulho e da vaidade espiritual. Um longo tirocínio no caminho da humildade e da compunção, eis o remédio!”

(Agir, 1972)  pág. 62

19 fevereiro 2018

A noite dos sentidos

“A vida de contemplação infusa nem sempre começa com uma experiência nítida de Deus numa luz forte, penetrante. (...) Não é muito difícil reconhecer esses repentinos e intensos lampejos de compreensão, esses vívidos ‘raios de escuridão’ que penetram profundamente na alma e mudam todo o rumo de uma vida.

Mas se fosse preciso esperar uma dessas experiências vívidas antes de se tornar contemplativo, talvez fosse necessário esperar muito tempo – quem sabe a vida inteira. E essa espera talvez fosse em vão.”


 (Vozes, 2017) pág. 215

12 fevereiro 2018

Esvaziando a vontade

“É verdade termos de tratar com Deus, a maior parte do tempo, como se fora Ele um ‘objeto’, isto é, considerando-O por conceitos que O apresentam a nós objetivamente. No entanto, como todos sabem, só conseguimos conhecer realmente a Deus quando O encontramos, ‘pelo amor’, escondido ‘em nós’, isto é, ‘por conaturalidade’. Todavia, paradoxalmente, não podemos achar a Deus ‘dentro de nós mesmos’ se não ‘saímos de nós mesmos’ pelo sacrifício. Só um amor sacrifical que nos torne capazes de nos largarmos a nós mesmos inteiramente, esvaziando-nos de nossa própria vontade, pode habilitar-nos a encontrar o Cristo no lugar ocupado anteriormente pelo nosso próprio ‘eu’.”

(Agir, 1963) pág. 122