09 julho 2018

O problema da Parusia

... permanece o grande problema do cristianismo. E é evidente, não se trata absolutamente, em si, de um problema. O reino já está estabelecido, porém, não definitivamente manifestado - permanecemos num tempo de desenvolvimento, de opção e de preparação.

 (Vozes, 1970) pág.142

03 julho 2018

Despertar contemplativo

“Pelo simples fato de todos os homens buscarem instintivamente, de um modo ou de outro, o despertar de seu verdadeiro eu interior, todas as formas sociais válidas de religião procuram, de alguma maneira, propiciar uma situação tal em que cada membro do grupo de adoradores possa elevar-se acima do grupo e acima de si mesmo para encontrar a si e aos demais em um nível superior. Isso implica que todas as formas verdadeiramente sérias e espirituais de religião aspiram, ao menos implicitamente, a um despertar contemplativo do indivíduo e do grupo. Mas as formas de religião e adoração litúrgica que perderam o impulso inicial do fervor tendem a esquecer cada vez mais seu propósito contemplativo, passando a dar importância exclusiva aos ritos e às formas cerimoniais por si mesmos ou pelo efeito que se espera que causem no Ser adorado.”

(Martins Fontes, 2007) pág. 38

25 junho 2018

Contemplação amorosa de Deus

A meta da oração monástica, da salmodia: oratio, meditatio, no sentido da oração do coração, – e mesmo da lectio, – é preparar o caminho de modo que a ação de Deus possa desenvolver essa “capacidade para o sobrenatural”, para a iluminação interior pela fé e pela luz da sabedoria, na contemplação amorosa de Deus.

(Agir, 1972) pág.73

18 junho 2018

A Oração do Coração

... nos introduz no profundo silêncio interior, de maneira que aprendemos a experimentar seu poder. Por esse motivo, a oração do coração deve ser sempre muito simples, limitando-se aos atos mais simples e frequentemente não empregando nem palavras nem pensamentos.


(Agir, 1972) pág. 69

11 junho 2018

Quais as nossas prioridades?

“Ora, basicamente, alguém que está obcecado pela sua própria unidade interior deixa de se conscientizar de sua desunião com Deus e com os outros. Pois é na união com os outros que nossa própria união interior se estabelece natural e facilmente. Estar preocupado em conseguir a unidade interior em primeiro lugar e, em seguida, amar os outros é seguir uma lógica de ruptura contrária à vida.”

(Vozes, 1970) pág. 242