(Mérito, 1954) pág. 297
12 novembro 2018
Esmagado pela santidade de Deus
“Um santo não é somente o homem que sabe possuir virtudes e santidade; mas o homem que é esmagado pela santidade de Deus. E, por isso, as coisas tornam-se sagradas na medida em que são compartilhadas por Deus. Todas as criaturas são sagradas até o ponto em que participam de Seu ser; mas os homens são encorajados a se fazerem santos por um meio mais elevado, isto é, por participarem de Sua transcendência, elevando-se acima do nível das coisas que não são Deus.”
29 outubro 2018
A sempre repetida mesmidade
“Aqui devemos fazer uma pequena pausa para considerar a diferença entre uma visão secular e uma visão sagrada da vida. A expressão ‘o mundo’ é talvez muito vaga. Não se refere simplesmente a ‘tudo que está em torno de nós’ ou ao universo criado. O universo não é mau, é bom. O ‘mundo’, no mau sentido, certamente não é o cosmos, embora escritos de alguns autores cristãos neoplatônicos surgiram este significado para expressão. Para eles saeculorum é o que é temporal, o que muda, da volta e retorna ao ponto de partida. Isso se deve a influências gnósticas e platônicas que se infiltraram no cristianismo, persuadindo os homens de que o universo é regido por anjos mais ou menos caídos (‘as potências dos ares’). Nosso adjetivo ‘secular’ é proveniente do latim saeculum, que significa tanto ‘mundo’ quanto ‘século’. A etimologia da palavra é incerta. Talvez esteja relacionada ao grego kuklon, ‘roda’, do qual tiramos ‘ciclo’. Portanto, originariamente, o ‘secular’ era o que percorre, interminavelmente ciclos sempre recorrentes. Isto é o que faz ‘a sociedade mundana’ cujos horizontes são de uma sempre repetida mesmidade:
Uma geração vai, uma geração vem, e a terra sempre permanece. O Sol se levanta, o Sol se deita, apressando-se a voltar ao seu lugar e é lá que ele se levanta. O vento sopra em direção ao sul, gira para o norte, e girando e girando vai o vento em suas voltas (...) o que foi, será, o que se fez, se tornará a fazer: nada há de novo debaixo do Sol! (...) Vaidade das vaidades, tudo é vaidade. (Ecl 1).”
Uma geração vai, uma geração vem, e a terra sempre permanece. O Sol se levanta, o Sol se deita, apressando-se a voltar ao seu lugar e é lá que ele se levanta. O vento sopra em direção ao sul, gira para o norte, e girando e girando vai o vento em suas voltas (...) o que foi, será, o que se fez, se tornará a fazer: nada há de novo debaixo do Sol! (...) Vaidade das vaidades, tudo é vaidade. (Ecl 1).”
(Martins Fontes, 2007), pág. 72
16 outubro 2018
Nosso egocentrismo
“A frutificação da nossa vida depende, em grande parte, da habilidade em duvidar das nossas próprias palavras e em desconfiar do valor do nosso trabalho. O homem que confia inteiramente no conceito em que se tem é condenado à esterilidade. Só uma coisa ele exige a uma ação, que seja feita por ele. Se é ele quem a pratica, deve ser boa. Suas palavras devem ser infalíveis. O carro que acabou de comprar é o melhor desse preço. E isso exclusivamente porque foi ele quem o comprou. Não querendo outros frutos, ele não obtém geralmente senão estes.”
(Agir, 1976) pág. 116
08 outubro 2018
Nossas contradições
A rejeição de Cristo. Os seus não o receberam.
A coisa mais terrível a respeito da rejeição de Jesus foi ter sido rejeitado pelos santos, e rejeitado porque era Deus!
Os Fariseus rejeitaram Deus porque Ele não era Fariseu.
Os Fariseus nada quiseram ter com Deus porque Deus mostrou que não era feito à própria imagem deles! ‘Eu vim em nome do meu Pai e vós não me recebeis; se vier outro em seu próprio nome, haveis de recebe-lo’. (Jo 5,43).
O que está implícito na expressão ‘em nome de meu Pai’? Jesus quando veio a nós nada tinha de Seu. Não apenas não tinha lugar onde descansar a cabeça, não somente estava pobre na terra, mas explica que o fato de Sua origem divina significa que Ele nada tem de Seu. E todavia, Ele é tudo. (...) A prova de nossa amizade e admiração por Deus está na maneira como recebemos Aquele que não pode vir a nós em Seu próprio nome.
Aqueles que vivem por si, que vivem ‘por seu próprio nome’, não podem acreditar em tal Deus porque Ele contraria tudo aquilo em que acreditam e por que vivem. Não se dirigirão e Ele para receberem vida porque Ele não recebe glória dos homens. Claritatem ab hominibus non accipio*.
*Não recebo a glória que vem dos homens (Jo 5, 41)
A coisa mais terrível a respeito da rejeição de Jesus foi ter sido rejeitado pelos santos, e rejeitado porque era Deus!
Os Fariseus rejeitaram Deus porque Ele não era Fariseu.
Os Fariseus nada quiseram ter com Deus porque Deus mostrou que não era feito à própria imagem deles! ‘Eu vim em nome do meu Pai e vós não me recebeis; se vier outro em seu próprio nome, haveis de recebe-lo’. (Jo 5,43).
O que está implícito na expressão ‘em nome de meu Pai’? Jesus quando veio a nós nada tinha de Seu. Não apenas não tinha lugar onde descansar a cabeça, não somente estava pobre na terra, mas explica que o fato de Sua origem divina significa que Ele nada tem de Seu. E todavia, Ele é tudo. (...) A prova de nossa amizade e admiração por Deus está na maneira como recebemos Aquele que não pode vir a nós em Seu próprio nome.
Aqueles que vivem por si, que vivem ‘por seu próprio nome’, não podem acreditar em tal Deus porque Ele contraria tudo aquilo em que acreditam e por que vivem. Não se dirigirão e Ele para receberem vida porque Ele não recebe glória dos homens. Claritatem ab hominibus non accipio*.
(Mérito, 1954) pág. 248
*Não recebo a glória que vem dos homens (Jo 5, 41)
02 outubro 2018
O silêncio é a força da nossa vida interior
“Recebemos no coração o silêncio de Cristo, quando pela primeira vez falamos de coração a palavra da fé. Conseguimos a salvação no silêncio e na esperança. O silêncio é a força da nossa vida interior. Ele entra no próprio coração do nosso ser moral, e de tal forma que, se não temos silêncio, não temos moralidade. O silêncio entra misteriosamente na composição de todas as virtudes e preserva-as da corrupção.”
(Agir, 1976) pág. 212
25 setembro 2018
O que há de mais perfeito
... e mais individual na vida de cada homem é exatamente o elemento que não pode ser reduzido a uma fórmula comum. O elemento que não pertence a ninguém, que é nosso e de Deus. É nossa vida, real e incomunicável, a vida que foi planejada e realizada para nós no seio de Deus. (...) Amar a Deus é tudo. E amar é bastante. Nada mais tem valor, exceto, na medida em que seja transformado e elevado pela caridade de Cristo. Mas a coisa mais insignificante, tocada pela caridade, se transforma imediatamente e se torna sublime.
(Mérito, 1954) pág. 209-210
17 setembro 2018
Uma mensagem de poder transformador
“A Palavra de Deus é (...) capaz de dar provas de autenticidade pelo seu poder transformador que opera uma invasão de amor, unidade, paz, compreensão mútua e liberdade, onde havia antes preconceito, conflito, ódio, divisão e ganância.
A mensagem da Bíblia consiste, então, em que, na plena confusão do mundo do homem com suas divisões e seus ódios, penetrou uma mensagem de poder transformador e aqueles que nela creem haverão de experimentar e reconhecer em si o amor que opera a reconciliação e a paz no mundo.”
A mensagem da Bíblia consiste, então, em que, na plena confusão do mundo do homem com suas divisões e seus ódios, penetrou uma mensagem de poder transformador e aqueles que nela creem haverão de experimentar e reconhecer em si o amor que opera a reconciliação e a paz no mundo.”
(Vega, 1975) pág. 11
10 setembro 2018
A fonte de toda a verdade
“Ao
escrever sua Regra para Monges, São Bento de Núrsia o fazia para homens
cujo único fim na vida era Deus. Haverá, afinal, outro fim para alguém?
Todos os homens buscam a Deus, ainda que não o saibam. São Paulo já o
dissera aos habitantes de Atenas: ‘O Deus que fez o mundo e todas as
coisas que há nele... fez toda a linhagem humana, para povoar toda a
face da Terra. Fixou as estações e os confins dos povos, para que
procurem a Deus e, mesmo às apalpadelas, o achem, pois Ele não está
longe de nós, porquanto nele vivemos e nos movemos e existimos’ (At 17,
24-28). Mesmo aqueles que dizem não acreditar em Deus buscam-no pelo
próprio fato de o negarem; pois não lhe negariam a existência se não
acreditassem ser verdadeira a sua negação: Ora, Deus é a fonte de toda a
verdade.”
(Vozes, 2008) pág. 21
03 setembro 2018
O prazer de renunciar
“O prazer que é um bem tem mais interesse na virtude do que no pecado. Uma virtude bem decidida a pagar o preço da renúncia experimentará, no devido tempo, um maior prazer nas coisas que renunciou do que poderia jamais desfrutar o pecador que tão desesperadamente se apega às criaturas como se fossem o seu deus.”
(Verus, 2003) pág. 101
28 agosto 2018
Penetrar no mistério de Deus
“Todo cristão batizado está obrigado pelas promessas de seu batismo a renunciar ao pecado e a se entregar totalmente, sem condições, ao Cristo, de maneira a poder realizar sua vocação, salvar a alma, penetrar no mistério de Deus e lá achar-se em plenitude ‘na luz do Cristo’.
São Paulo, de fato, nos adverte (1Cor 6,19) de que ‘não nos pertencemos’. Somos inteiramente de Cristo. O Espírito do Senhor se apoderou de nós no batismo. Somos templos do Espírito Santo. Nossos pensamentos e desejos, nossas ações são, de direito, mais dele do que nossos. Todavia, temos de lutar para estarmos seguros de que Deus recebe de nós o que lhe devemos. Se não combatemos para dominar nossa fraqueza natural, nossas paixões desordenadas e egoístas, o que em nós pertence ao Senhor estará subtraído ao poder santificador de seu Amor, e corrompido pelo egoísmo. Estará, ainda, mergulhado na cegueira dos desejos irracionais, empedernido pelo orgulho, resvalando finalmente para o abismo moral do ‘nada’ que se denomina pecado.”
São Paulo, de fato, nos adverte (1Cor 6,19) de que ‘não nos pertencemos’. Somos inteiramente de Cristo. O Espírito do Senhor se apoderou de nós no batismo. Somos templos do Espírito Santo. Nossos pensamentos e desejos, nossas ações são, de direito, mais dele do que nossos. Todavia, temos de lutar para estarmos seguros de que Deus recebe de nós o que lhe devemos. Se não combatemos para dominar nossa fraqueza natural, nossas paixões desordenadas e egoístas, o que em nós pertence ao Senhor estará subtraído ao poder santificador de seu Amor, e corrompido pelo egoísmo. Estará, ainda, mergulhado na cegueira dos desejos irracionais, empedernido pelo orgulho, resvalando finalmente para o abismo moral do ‘nada’ que se denomina pecado.”
(Herder, 1965) pág. 23-24
20 agosto 2018
Oração, leitura, meditação e contemplação
“No caminho da oração, como é descrito pelos escritores dos primórdios do monaquismo, a meditatio deve ser considerada em sua relação estreita com a psalmodia, a lectio, a oratio, e a contemplatio. Faz parte de um todo em continuidade, de vida inteira unificada, do monge: a conversatio monástica, o voltar-se do mundo para Deus. Separar a meditação da oração, da leitura e da contemplação é falsificar a imagem que temos do caminho monástico de oração. À medida que o caráter mais contemplativo da meditação se acentua, vemos que é, não só um meio em relação a um fim, mas que tem também algo da natureza da oração. Daí não ser tanto um caminho que nos leva a encontrar a Deus, como um meio de repousarmos Naquele que já encontramos, que nos ama, que está perto de nós, que vem a nós para atrair-nos a Ele: Dominus enim prope est¹. Oração, leitura, meditação e contemplação enchem o aparente ‘vácuo’ da solitude e do silêncio monásticos com a realidade da presença de Deus. E, assim, aprendemos o verdadeiro valor do silêncio e chegamos a experimentar o vazio e a futilidade daquelas formas de distração e inútil e supérflua comunicação que em nada contribuem para a seriedade e simplicidade da vida de oração.”
1. N. da T. – “O Senhor está perto”, (Fl 4, 5)
1. N. da T. – “O Senhor está perto”, (Fl 4, 5)
(Agir 1972) pág. 50-51
13 agosto 2018
Voltar ao Pai
“Uma coisa é importante acima de tudo mais: ‘voltar ao Pai’. O Filho veio ao mundo e morreu por nós, ressuscitou e subiu para o Pai. Enviou-nos o Espírito Santo para que Nele e com Ele pudéssemos voltar ao Pai.
Sim, para que pudéssemos passar completamente para além da névoa de tudo que é transitório e inconclusivo: Voltar ao Imenso, ao Primordial à Fonte, ao Inconhecido, àquele que ama e conhece, ao Silencioso, ao Misericordioso, ao Santo, Àquele que é tudo.
Procurar algo, preocupar-se com algo fora disso, é loucura e enfermidade. Pois isso é o sentido pleno e o cerne de toda existência. E é nisso que todos os negócios de nossa vida e todas as necessidades do mundo e dos homens tomam seu sentido certo. Tudo aponta para essa única grande volta à Fonte.”
Sim, para que pudéssemos passar completamente para além da névoa de tudo que é transitório e inconclusivo: Voltar ao Imenso, ao Primordial à Fonte, ao Inconhecido, àquele que ama e conhece, ao Silencioso, ao Misericordioso, ao Santo, Àquele que é tudo.
Procurar algo, preocupar-se com algo fora disso, é loucura e enfermidade. Pois isso é o sentido pleno e o cerne de toda existência. E é nisso que todos os negócios de nossa vida e todas as necessidades do mundo e dos homens tomam seu sentido certo. Tudo aponta para essa única grande volta à Fonte.”
(Vozes, 1970) pág. 198
06 agosto 2018
Receita para a liberdade
"Ser pouco, ser nada, alegrar-me com minhas imperfeições, sentir-me feliz por não ser digno de atenção, por não ter nenhuma importância no universo. Esta é a única libertação. O único caminho para a verdadeira solidão."
(Mérito, 1954) pág. 131
23 julho 2018
Louvar a Deus!
"Saberemos o que significa louvar, adorar, da glória?
Hoje em dia, ‘louvar’ não é coisa que custe por aí além. Tudo é louvado, desde o sabão à cerveja, da pasta de dentes às roupas, dos colutórios às estrelas de cinema e a todo tipo de aparelhagem que, assim se crê, há-de tornar-nos a vida mais cômoda. A tal ponto e com tal insistência sobem de tom os encomios, que não há quem se não sinta infartado deles. Uma vez que tudo é louvado (com tão falsos entusiasmos, como os dos locutores de rádio), forçoso é concluir que, ao fim e ao cabo, nada é louvado. O louvor converteu-se em algo vazio e desinteressante.
Sobrou algum superlativo para Deus? Não; todos foram gastos nos gêneros alimentícios, nos falsos remédios. Não ficou nenhuma palavra para exprimir a nossa adoração ao único que é Santo, ao único que é Senhor."
Hoje em dia, ‘louvar’ não é coisa que custe por aí além. Tudo é louvado, desde o sabão à cerveja, da pasta de dentes às roupas, dos colutórios às estrelas de cinema e a todo tipo de aparelhagem que, assim se crê, há-de tornar-nos a vida mais cômoda. A tal ponto e com tal insistência sobem de tom os encomios, que não há quem se não sinta infartado deles. Uma vez que tudo é louvado (com tão falsos entusiasmos, como os dos locutores de rádio), forçoso é concluir que, ao fim e ao cabo, nada é louvado. O louvor converteu-se em algo vazio e desinteressante.
Sobrou algum superlativo para Deus? Não; todos foram gastos nos gêneros alimentícios, nos falsos remédios. Não ficou nenhuma palavra para exprimir a nossa adoração ao único que é Santo, ao único que é Senhor."
Rezar os Salmos
Editorial Franciscana, Portugal, pág. 13
17 julho 2018
O clima da oração monástica
"O clima em que a oração monástica floresce é o clima do deserto¹ onde falta ao homem o conforto, onde a segurança das rotinas das cidades do homem não oferece apoio e onde a oração tem de ser sustentada por Deus, na fé pura. Embora possa viver numa comunidade, o monge terá de explorar a aridez de seu ser íntimo como um solitário. A Palavra de Deus, que é seu conforto, é também sua desolação. A liturgia que é a alegria do monge e que lhe revela a glória do Senhor, não pode encher um coração que não foi primeiro humilhado e esvaziado pelo temor. Aleluia é o canto do deserto".
1. Isaías 35, 1-10
1. Isaías 35, 1-10
(Agir, 1972) pág. 47
09 julho 2018
O problema da Parusia
... permanece o grande problema do cristianismo. E é evidente, não se trata absolutamente, em si, de um problema. O reino já está estabelecido, porém, não definitivamente manifestado - permanecemos num tempo de desenvolvimento, de opção e de preparação.
(Vozes, 1970) pág.142
03 julho 2018
Despertar contemplativo
“Pelo simples fato de todos os homens buscarem instintivamente, de um modo ou de outro, o despertar de seu verdadeiro eu interior, todas as formas sociais válidas de religião procuram, de alguma maneira, propiciar uma situação tal em que cada membro do grupo de adoradores possa elevar-se acima do grupo e acima de si mesmo para encontrar a si e aos demais em um nível superior. Isso implica que todas as formas verdadeiramente sérias e espirituais de religião aspiram, ao menos implicitamente, a um despertar contemplativo do indivíduo e do grupo. Mas as formas de religião e adoração litúrgica que perderam o impulso inicial do fervor tendem a esquecer cada vez mais seu propósito contemplativo, passando a dar importância exclusiva aos ritos e às formas cerimoniais por si mesmos ou pelo efeito que se espera que causem no Ser adorado.”
(Martins Fontes, 2007) pág. 38
25 junho 2018
Contemplação amorosa de Deus
A meta da oração monástica, da salmodia: oratio, meditatio, no sentido da oração do coração, – e mesmo da lectio, – é preparar o caminho de modo que a ação de Deus possa desenvolver essa “capacidade para o sobrenatural”, para a iluminação interior pela fé e pela luz da sabedoria, na contemplação amorosa de Deus.
(Agir, 1972) pág.73
18 junho 2018
A Oração do Coração
11 junho 2018
Quais as nossas prioridades?
“Ora, basicamente, alguém que está obcecado pela sua própria unidade interior deixa de se conscientizar de sua desunião com Deus e com os outros. Pois é na união com os outros que nossa própria união interior se estabelece natural e facilmente. Estar preocupado em conseguir a unidade interior em primeiro lugar e, em seguida, amar os outros é seguir uma lógica de ruptura contrária à vida.”
(Vozes, 1970) pág. 242
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