18 junho 2018

A Oração do Coração

... nos introduz no profundo silêncio interior, de maneira que aprendemos a experimentar seu poder. Por esse motivo, a oração do coração deve ser sempre muito simples, limitando-se aos atos mais simples e frequentemente não empregando nem palavras nem pensamentos.


(Agir, 1972) pág. 69

11 junho 2018

Quais as nossas prioridades?

“Ora, basicamente, alguém que está obcecado pela sua própria unidade interior deixa de se conscientizar de sua desunião com Deus e com os outros. Pois é na união com os outros que nossa própria união interior se estabelece natural e facilmente. Estar preocupado em conseguir a unidade interior em primeiro lugar e, em seguida, amar os outros é seguir uma lógica de ruptura contrária à vida.”

(Vozes, 1970) pág. 242

05 junho 2018

O que há de mais básico na existência humana?

“Em todas as grandes tradições religiosas homens e mulheres dedicaram-se à vida contemplativa. E assim, em condições especiais de silêncio, austeridade, solidão, meditação e culto, conseguiram aprofundar e ampliar sua percepção espiritual. Desta forma conseguiram explorar áreas da experiência que, apesar de fora do comum, têm implicações profundas sobre a vida que em geral levam os homens, seus irmãos. Quer seja do ponto de vista da psicologia, da ética, da arte, da religião, ou simplesmente no desenvolvimento das mais profundas capacidades do homem, a experiência contemplativa está ligada ao que há de mais básico na existência humana.”

(Vozes, 1975) pág. 163

28 maio 2018

Oração: conceitos fundamentais

“Estamos em face de uma opção entre dois conceitos que, embora possam, talvez, ser conciliáveis, são considerados opostos. Uma ideia ativa da oração: acompanha o trabalho e o santifica. O outro, um conceito contemplativo de oração: para penetrar mais profundamente no mistério de Deus, é preciso ‘repousar sem ação exterior e unir-se unicamente ao desejo do Criador’”.
(Agir, 1972) pág. 84

21 maio 2018

O sentido da Vida Contemplativa

"O começo do amor é a verdade, e antes de nos conceder seu amor, Deus precisa purificar nossa alma das mentiras que estão dentro dela. E a maneira mais eficaz de nos desprendermos de nós mesmos é fazer com que nos detestemos pelo que nos tornamos pelo pecado, para que possamos amá-lo refletido em nossas almas que ele refez por seu amor.
 

Este é o sentido da vida contemplativa e o sentido de todas as regras, observâncias, jejuns, obediências, penitências, humilhações e trabalho aparentemente sem significado que constituem a rotina da existência num mosteiro contemplativo. Tudo isso serve para nos lembrar o que somos e quem Deus é... de modo a ficarmos nauseados de nós mesmos e nos voltarmos para ele. E, ao final, encontramos Deus em nós, em nossas naturezas purificadas que se tornaram o espelho de sua grandiosa divindade e de seu amor eterno..."

(Vozes, 2005) pág. 337