30 março 2015

Ser eu mesmo


"O deserto foi criado simplesmente para ser o que é. É o lugar lógico de habitação para o homem que não procura outra coisa senão ser ele próprio – isto é, uma criatura solitária e pobre, dependendo unicamente de Deus, sem nenhum grande projeto que se interponha entre ele e seu Criador."

Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Vozes, 2001), pág. 18

23 março 2015

O supremo valor do vazio


"Os Padres do Deserto acreditavam que a solidão fora criada por Deus, como valor supremo a seus olhos, precisamente porque não tinha valor aos olhos dos homens. A aridez do deserto era um lugar que jamais seria estragado pelos homens, porque nada possuía para lhes oferecer. Nada tinha para atraí-los. Nada havia a ser explorado."

Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Vozes, 2001), pág. 18

18 março 2015

Um destino glorioso

Hoje é um dia de especial memória! A percepção de amor sentida por certo monge americano, influente em todo o mundo por causa de seus escritos, a uma multidão de pessoas que não conhecia - mas que nem por isso lhe eram estranhas, é celebrada como...

A "Epifania" de Thomas Merton

Aquele distante 18 de março de 1958, aquela esquina do centro comercial de Louisville, aquela atmosfera povoada de barulho e pessoas marcaram a vida de Merton. O relato contido no livro Reflexões de um espectador culpado mostra um homem "interreligado" com todos da sua espécie, a mesma "espécie na qual o próprio Deus se encarnou". E revela mais:


"Fazer parte da espécie humana é um destino glorioso, mesmo se nossa espécie se dedica a muitos absurdos e comete muitos erros terríveis: apesar de tudo isso, o próprio Deus gloriou-se de vir a fazer parte da espécie humana. Parte da espécie humana! E pensar que essa percepção, que é um lugar comum, pode subitamente parecer uma notícia de que você é o detentor do bilhete que ganhou o primeiro prêmio na loteria cósmica."

Reflexões de um espectador culpado, Thomas Merton (Vozes, 1970), pág 181




16 março 2015

Desapego


"Não podemos ver as coisas em profundidade enquanto as afagamos, a elas nos agarrando. Quando delas abrimos mão, começamos a apreciá-las como são em realidade. Só então podemos começar a ver Deus nelas. Somente quando O encontramos nelas podemos iniciar os primeiros passos no caminho da contemplação obscura, no fim do qual estaremos aptos a achá-las Nele."


Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Vozes, 2001), pág. 17

09 março 2015

O dom total

"A morte que nos dá entrada à vida não é uma fuga à realidade, mas um dom total de nós mesmos que inclui uma completa entrega à realidade. Começa pela renúncia à ilusória realidade que as coisas criadas adquirem, quando consideradas apenas em relação aos nossos egoístas interesses particulares."

Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Vozes, 2001), pág. 17