18 setembro 2017

Eu te ordeno, levanta-te!

“O sofrimento é consagrado a Deus pela fé, não uma fé no sofrimento, mas uma fé em Deus. Aceitar o sofrimento estoicamente, receber o fardo de uma necessidade fatal, inevitável e incompreensível, e leva-lo com coragem, não é consagração alguma. (...) A Cruz de Cristo não diz nada do poder do sofrimento ou da morte. Ela só fala do poder Daquele que venceu o sofrimento e a morte pela ressurreição do túmulo. ”
(Agir, 6ªEd. 1976), pág. 83




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I command you to rise!


 “Suffering is consecrated to God by faith-not by faith in suffering, but by faith in God. To accept suffering stoically, to receive the burden of fatal, unavoidable, and incomprehensible necessity and to bear it strongly, is no consecration. (...)The Cross of Christ says nothing of the power of suffering or of death. It speaks only of the power of Him Who overcame both suffering and death by rising from the grave.”
No man is an island,
 (Harvest Book, 1995), p. 101.


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Yo te lo ordeno, ¡levántate!


 “El sufrimiento está consagrado a Dios por la fe -no la fe en el sufrimiento, sino por la fe en Dios-. Aceptar el sufrimiento estoicamente, recibir la aflicción como una necesidad fatal, inevitable e incomprensible y soportarla con fortaleza no significa consagración. (...)La Cruz de Cristo no dice nada del poder del sufrimiento o la muerte. No habla más que del poder de Aquel que venció el sufrimiento y la muerte al levantarse de la tumba.”
Los hombres no son islas,
Traducción SAFTM - Brasil

11 setembro 2017

Foi à montanha para rezar

S. João da Cruz e S. Teresa nos deixaram estudos minuciosos dos caminhos da oração contemplativa. Mais do que qualquer outro místico, eles nos descreveram os pormenores práticos de nossa cooperação com o Espírito de Deus no grau de oração que aqui nos interessa. Ambos acham que na Noite dos sentidos e na oraçã0 de Quietude, as faculdades da alma são de algum modo passivas. Mas concordam também em que elas ainda são livres de agir, podendo ajudar ou estorvar a ação de Deus. Pensam igualmente que para ajudar a obra da graça, as faculdades devem pôr-se em uma atividade muito simplificada, que na ora da oração passiva, consiste em não fazer outro esforço senão conservar-nos passivos. Fora do tempo da oração, podem fazer mais. Mas é, de qualquer modo, mortificante manter a alma num estado de atenta receptividade durante os primeiros passos da oração passiva quando a graça age quase sem se fazer sentir e a imaginação é solicitada por muitas distrações.
(Itatiaia, 1999), pág. 161


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He went out to the mountain to pray
 
‘Saint John of the Cross and Saint Teresa of Avila have both left us detailed studies of the ways of contemplative prayer, and better than any other mystics they have described the practical details of our cooperation with the Spirit of God in the degree of prayer which most interests us here.  They both agree that in the Night of Sense, and more still in the Prayer of Quiet, the faculties of the soul are in some measure passive.  But they also agree that these faculties are still free to act of their own accord and that consequently they are capable of either helping of hindering the work of God.  And they both agree that in order to help the action of grace our faculties must engage in some very simplified activity which, at the actual moment of passive prayer, consists in nothing more than the effort to keep themselves passive.  Outside the time of prayer, they must do more.  But in any event, it takes mortification to maintain the soul in a state of alert receptivity during the first stages of passive prayer when grace acts almost unnoticeably on the soul and when the imagination is drawn away by many distractions.’
Ascent to truth,
(citado em https://thevalueofsparrows.com/2014/12/20/intelligence-in-the-prayer-of-quiet-by-thomas-merton-2/2/)


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Subió a la montaña para rezar 
San Juan de la Cruz y Santa Teresa de Ávila nos legaron unos estudios minuciosos sobre los caminos de la oración contemplativa y, mejor que cualquier otro místico, describieron los detalles prácticos de nuestra cooperación con el Espíritu de Dios en el grado de oración que aquí más nos interesa.   Ambos coinciden en que, en la Noche de los Sentidos, y aún más en la Oración de Quietud, las facultades del alma se encuentran, hasta cierto punto, pasivas.   Pero también coinciden en que dichas facultades permanecen libres para actuar por su propia voluntad y, por consiguiente, son capaces o de auxiliar o de estorbar la obra de Dios.   Coinciden, asimismo, en que, para auxiliar la acción de la gracia, nuestras facultades deben de emprender alguna actividad muy simplificada que, en el momento mismo de la oración pasiva, consiste en nada más que el esfuerzo en mantenerse pasivas.   A parte del tiempo de oración, deben de hacer más.   Pero sea como sea, se requiere de mortificación para mantener al alma en un estado de receptividad alerta durante las primeras etapas de la oración pasiva, cuando la gracia actúa casi imperceptiblemente sobre el alma y la imaginación se ve atraída por muchas distracciones.
Traducción de SAFTM - Brasil

04 setembro 2017

Exorcizando o demônio das nossas ilusões

“Deus não pode ser compreendido senão por ele mesmo. Se queremos compreendê-lo, só podemos fazê-lo, transformando-nos de certo modo nele, de maneira a conhecê-lo como ele se conhece. E Deus não se conhece a si mesmo por nenhuma representação de si. Seu Ser infinito é que é o conhecimento que Deus tem de si mesmo e nós não o conheceremos como ele se conhece enquanto não estivermos unidos ao que ele é. A fé é o primeiro passo em direção a essa transformação, porque é conhecimento que adere, na obscuridade, sem imagem nem representações, por meio de uma identificação amorosa ao Deus vivo.”
(Fisus, 1999), pág. 134

28 agosto 2017

Liberdade ou cegueira?

“Nós presumimos, com demasiada facilidade, que somos o nosso eu real, e que as nossas escolhas são as que pretendemos fazer quando é por impulsos psicológicos emanados de ideias exageradas sobre a nossa própria importância que os nossos atos de livre escolha são largamente ditados pelo lado falso do nosso eu.”
(Agir, 6ªEd. 1976), pág. 43


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Freedom or blindness?
“We too easily assume that we are our real selves, and that our choices are really the ones we want to make when, in fact, our acts of free choice (though moral imputable, no doubt) are largely dictated by psychological compulsions, flowing from our inordinate ideas of our own importance.”
No man is an island,
(Harvest Book, 1995), p. 46
 

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¿Libertad o ceguera?
“Con demasiada facilidad imaginamos que somos lo que somos, y que nuestras elecciones son en verdad las que deseamos, cuando en verdad nuestros actos de libre albedrío son (si bien moralmente imputables, no hay duda) dictados en gran parte por compulsiones psicológicas que provienen de nuestras ideas desordenadas, a las que damos importancia personal.”
Escritos esenciales,
(Ed. Sal Terrae, 2006, p.60)

21 agosto 2017

Faça-se em mim segundo a tua palavra

“22 de agosto [de 1949] – oitava da assunção.
(...) De qualquer maneira, me senti muito feliz hoje de manhã, ao celebrar a Missa da Oitava no altar de São Roberto – uma pequena capela lateral só para mim. A temperatura horrivelmente quente parou de súbito na véspera da festa de São Bernardo, mas este tipo de calor espinhento tende a fazer-se agudo quando a pessoa está descansando à sombra.
No dia de São Bernardo, fui sentar-me na colina que há por detrás da casa de Nally. Não queria entrar muito no bosque porque quanto mais tempo se passa caminhando menos tempo se tem para uma oração realmente profunda. Assim, fiquei a contemplar a grande curva da paisagem, aquela distante linha de colinas, cheia de tantas associações para mim, e a abadia, que repousa sobre o tapete dos campos como um relicário e contém tudo o que existe de mais precioso no mundo, o Corpo de Cristo e Sua Divindade, O Deus Vivo. (...)”
(Mérito, 1954), pág. 252



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Let it be to me according to your word

“August 22 [1949] – Octave of the assumption.

(...)Anyway, I was very happy saying the Mass of the octave day this morning at Saint Robert’s altar –with a little side chapel all to myself. The really hot weather stopped all of a sudden that evening before Saint Bernard’s day but prickly heat tends to be especially sharp when you are cooling off.
On Saint Bernard’s day-I sat up on the hill behind Nally’s, not wanting to walk far into the woods, because the more time you spend walking the less you have for really deep prayer. So, I looked at the great big sweep of country and that far line of hills that is steeped in spiritual associations for me, and at the abbey and the church sitting in the carpet of fields like a reliquary, and containing all that is most precious in the world, the Body of Christ, and His Divinity, the Living God. (...)”
The sign of Jonas,
 (Harvest Book, 1981), p.221 252


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Hágase en mí según tu palabra

“22 de agosto [de 1949] – Octava de la asunción.

(...) Sea como sea, me sentí muy feliz esta mañana al celebrar la Misa de la Octava en el altar de San Roberto –con una pequeña capilla lateral toda para mí-.El calor tremendo terminó súbitamente el día anterior a la fiesta de San Bernardo, pero el calor agobiante tiende a acentuarse cuando uno se está refrescando.
El día de San Bernardo, me senté en la colina detrás de lo de Nally -no quería ir muy adentro del bosque, pues, cuanto más tiempo se pasa caminando, menos tiempo se tiene para una oración realmente profunda. Así, me puse a mirar el amplio paisaje y la línea distante de colinas, llenos de tantas asociaciones espirituales para mí, y la abadía y la iglesia, que reposan sobre la alfombra de los campos como un relicario y contienen todo lo más precioso en el mundo: el Cuerpo de Cristo, y Su Divinidad, el Dios Vivo. (...)”
El signo de Jonás,
(Traducción SAFTM - Brasil)