20 fevereiro 2017

Ser o Último de Todos

27 de novembro de 1941

“Se entrar para os Trapistas, terei de renunciar a um maior número de coisas. Ali terei realmente de desistir de tudo. Não há dúvida outrossim, que todos os que acreditarem no Corpo Místico de Cristo estarão convictos de que posso fazer muito mais pela Igreja e pelos meus irmãos do mundo tornando-me um trapista em Gethsemani, do que sendo apenas um membro cooperador da Casa da Amizade.”
(Vozes, 1961), pág. 242
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Be the last of all
November 27, 1941
"If I go to a Trappist monastery, I will have to give up a larger number de things. There I will really have to give up everything. But there is no doubt that all those who believe in the Mystical Body of Christ are convinced that I can do much more for the Church and for my brothers in the world by becoming a trappist at Gethsemani than by just being a collaborative member of the House of Friendship.”
Translated from the Portuguese version of Thomas Merton’s, Secular Diary

Ser el último de todos
 27 de noviembre de 1941
“Si ingreso a los Trapenses, tendré que renunciar a un mayor número de cosas. Allí seguramente tendré que desistir de todo. Sin embargo, no hay duda de que todos los que creen en el Cuerpo Místico de Cristo estarán convencido de que puedo hacer mucho más por la Iglesia y mis hermanos del mundo al tornarme trapense en Getsemaní que al ser únicamente un miembro colaborador de la Casa de la Amistad.”
Traducido de la versión en portugués del Diario seglar de Thomas Merton


Tradução: Sieni Campos

13 fevereiro 2017

Espelho meu

“Se tentarmos contemplar Deus sem primeiro haver voltado totalmente para ele a face do nosso ser interior, haveremos inevitavelmente de acabar por nos contemplarmos a nós mesmos e mergulharemos talvez no escuro e quente abismo da nossa própria natureza sensível.”
(Vozes, 7ª Ed. 2014), pág. 41
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My mirror

"If we try to contemplate God without first having fully turned our inner being into him, we will inevitably end up contemplating ourselves and maybe delve into the dark, hot chasm of our own sensitive nature."
Thoughts in Solitude
Mi espejo
"Si probamos de contemplar a Dios sin haber vuelto totalmente a él la cara de nuestro ser interior, inevitablemente, vamos a terminar en la contemplación de nosotros mismos y tal vez a sumergirse en la oscuridad y cálido abismo de nuestra propia naturaleza sensible."
Pensamientos en la Soledad

06 fevereiro 2017

Honrar com lábios e coração

“Somos muito parecidos com Pilatos. Vivemos sempre a perguntar ‘Que é a verdade?’, e, depois, crucificamos a Verdade que está em pé diante de nós”
(Agir, 6ª Ed. 1976), pág. 162


“We are too much like Pilate. We are always asking, "What is truth?" and then crucifying the Truth that stands before our eyes.”
No Man is an Island


“Nos parecemos demasiado a Pilato. Siempre estamos preguntando: "¿Qué es la verdad?", y luego de formular la pregunta, crucificamos la Verdad que se presenta ante nuestros ojos.”
Ningún hombre es una isla

30 janeiro 2017

Necessidade imperiosa

Numa época em que tanto se fala “seja você mesmo”, reservo-me o direito de me esquecer de ser eu, já que em todo caso há muita pouca chance de eu ser um outro. Antes, parece-me que, quando alguém se preocupa demais em “ser ele mesmo”, corre o risco de personificar uma sombra.

 
(...) Todos nós vivemos, e isso é tudo, desse ou daquele modo. Ser livre para abraçar a necessidade de minha própria natureza é para mim uma necessidade imperiosa.



Existo embaixo das arvores. Ando nas matas por necessidade. Tanto sou um prisioneiro como um prisioneiro que escapou. Não sei lhe dizer por que, nascido na França, minha viagem termina aqui no Kentucky.
(Fisus, 2001) pág. 277

23 janeiro 2017

Contemplação e teologia

“Muitos não-cristãos, e possivelmente muitos cristãos protestantes, provavelmente supõem que a intensa preocupação dos primeiros Padres da Igreja com detalhes técnicos do dogma da encarnação era fruto de uma obstinação arbitrária e subjetiva e que tinha muito pouca importância objetiva. Mas, na verdade, as complexidades da cristologia e do dogma da união hipostática não constituem, de maneira nenhuma, uma rede autoritária projetada para capturar a mente e manter em sujeição a vontade dos fiéis, como o racionalismo está sempre pronto a declarar. Tanto o teólogo quanto o crente comum da era patrística tinham consciência da importância da correta formulação teológica do mistério da encarnação, porque um erro em matéria de dogma teria de fato desastrosas consequências práticas na vida espiritual de cada indivíduo cristão.”
(Martins Fontes, 2007), pág. 54