20 junho 2005

Em silêncio, com Deus

“ O silêncio dos lábios e da imaginação dissolve o que nos separa da paz das coisas, que só existem para Deus e não para si. Mas o silêncio de todo o desejo desordenado elimina a barreira que nos separa de Deus. Então passamos a viver só Nele.

No Man is an Island, de Thomas Merton
(Harcourt, Brace Jovanovich Inc., New York), 1983. p. 256
No Brasil: Homem algum é uma ilha, (Verus Editora, Campinas), 2003. p. 216
Reflexão da semana de 20-06-2005

13 junho 2005

Reparta sua paz

“ Afinal, a paz não é, talvez, algo para o qual se trabalhe ou “para o qual se lute”. De fato, a “luta pela paz” é que inicia todas as guerras. Quais são, afinal, os pretextos de todas essas crises de guerra fria senão “a luta pela paz”? Paz é algo que temos, ou não temos. Se um de nós está em paz, então há ao menos alguma paz no mundo. Reparta, pois, sua paz com todos, e todos estarão em paz.”

Conjectures of a Guilty Bystander de Thomas Merton
(Image Books, uma divisão da Doubleday & Co., Garden City, NY), 1968. p. 200
No Brasil: Reflexões de um espectador culpado, (Editora Vozes, Petrópolis), 1970. p. 231
Reflexão da semana de 13-06-2005

06 junho 2005

Sinais de esperança

“ Embora tenhamos o poder de destruir o mundo inteiro, a vida é mais forte do que o instinto da morte. O amor é mais forte do que o ódio. Não há sentido lógico em entregar-se demasiadamente à esperança, mas, repito, não é isso uma questão de lógica, e não se procuram nos jornais sinais de esperança ou nos pronunciamentos dos líderes mundiais (nesses, raramente há algo que dê esperança, pois aquilo que pretende ser animador é, em geral, de tal maneira vazio de esperança que somos levados ao quase desespero). Porque existe amor no mundo e porque Cristo assumiu nossa natureza, permanece sempre a esperança de que o homem, finalmente, depois de cometer muitos erros e ocasionar muitos desastres, haverá de aprender a desarmar-se e promover a paz. Há de reconhecer que tem de viver em paz com seu irmão. Contudo, nunca estivemos menos dispostos a realizar tal coisa.

Conjectures of a Guilty Bystander, de Thomas Merton
(Image Books, uma divisão da Doubleday & Co., Garden City, NY), 1968. p. 214
No Brasil: Reflexões de um espectador culpado, (Editora Vozes, Petrópolis), 1970. p. 249
Reflexões da semana de 6-06-2005

23 maio 2005

A capacidade de amar

“ A maior dignidade do homem, seu poder essencial e peculiar, o segredo mais íntimo daquilo que constitui sua humanidade, é a capacidade que ele tem de amar. Esse poder escondido nas profundezas da alma humana imprime no homem a imagem e semelhança de Deus. Diferentes das demais criaturas que nos cercam, temos o poder de penetrar no mais íntimo santuário do nosso próprio ser. Podemos penetrar em nós como em templos de liberdade e de luz. Podemos abrir os olhos de nosso coração e contemplar face a face Deus, nosso Pai. Podemos com Ele falar e ouvir-lhe a resposta. E Ele nos diz não apenas que somos chamados a viver como homens e dominar o mundo, mas que temos uma vocação ainda mais elevada. Somos seus filhos.”

Disputed Questions, de Thomas Merton
(Harcourt Brace Jovanovich, San Diego, CA), 1960. p. 98
No Brasil: Questões abertas, (Agir Editora, Rio de Janeiro), 1963. p. 116
Reflexões da semana de 23-05-2005

16 maio 2005

O poder sobre o mundo e a infelicidade

“ A infelicidade do homem parece ter aumentado na proporção do seu poder sobre o mundo externo. E, se alguém pretende possuir uma resposta pronta a esse fato, tome cuidado para não ser também vítima de uma ilusão. Pois, afinal, não deveria isso necessariamente ser assim. Deus fez o homem rei da criação, e toda ciência digna desse nome participa, de algum modo, da sabedoria e da providência do Criador. Mas a desordem está em que as realizações da sabedoria, do conhecimento e poder do homem não têm valor real algum para o mundo em que vive, se não participam do amor misericordioso de Deus. Nada conseguem para torná-lo feliz e não tornam manifesta ao mundo a glória de Deus.

Disputed Questions, de Thomas Merton
(Harcourt Brace Jovanovich, San Diego, CA), 1960. p. 98
No Brasil: Questões abertas, (Agir Editora, Rio de Janeiro), 1963. p. 115-116
Reflexão da semana de 16-05-2005