11 junho 2007

O mais pesado dos fardos

“ Dá-me a força que espera em Ti em silêncio e em paz. Dá-me a humildade — somente nela se encontra o repouso — e liberta-me do orgulho, o mais pesado dos fardos. Toma posse, totalmente, de meu coração e de minha alma com a simplicidade do amor. Ocupa, inteiramente, minha vida com o único pensamento e o único desejo de amar, para que eu possa amar não por causa do mérito, nem por causa da perfeição, nem por causa da virtude, nem por causa da santidade. Mas por Ti só.

Pois há somente uma coisa que possa satisfazer o amor e recompensá-lo: Tu, unicamente Senhor.”

New Seeds of Contemplation, de Thomas Merton
(New Directions, New York), 1972. p. 45
No Brasil: Novas Sementes de Contemplação, (Editora Fissus, Rio de Janeiro), 2001. p. 52
Reflexão da semana de 11-06-2007

Um pensamento para reflexão: “Que meu olhos nada vejam nesse mundo, a não ser a Tua glória, e que minhas mãos nada toquem, senão o que for do Teu serviço.”
Novas sementes de contemplação, Thomas Merton

4 comentários:

Raquel disse...

As vezes me pergunto por que quase não há comentários neste blog.

Talvez seja porque as vezes as reflexões de TM são tão profundas,nos dizem tanto... que ninguem tem coragem de dizer mais nada.

Na minha vida, o orgulho foi uma descoberta. Desconhecia que este fardo era tão imenso. Este trecho só vem a completar este período em que me defronto com esta questão.

Fora-da-lei disse...

Raquel,o facto de não existirem comentários penso que não é porque as reflexões não tenham interesse.
São de facto reflexões profundas,mas talvez porque as pessoas querem tudo que seja eficaz e imediato,no campo da espiritualidade é preciso paciência,perseverança e vontade de mudar,mudar o interior que tantas vezes custa.
Sou assídua deste blog porque gosto imenso dos escritos dele, e no entanto não deixo comentários.
Bjs e força!

Cristovão Junior disse...

Tinha o costume de comentar nesse espaço, mas como disse o amigo aí de cima, as vezes não cabe mais nenhuma palavra sobre aquilo que foi escrito por Merton. Em certas ocasiões o impacto de seus escritos é tamanho que nos resta o "silenciar", o "não-fazer", o "ruminatio". Deus, que vê o escondido, trabalha silenciosamente no interior daquele que se faz dócil às monções de inspiração de certos Ombre de Dios.

Gilda disse...

amei tanto sua reflexao q me atreví a copiá-la e colar no meu orkut, para refletir, quanta sabedoria!!!!!