31 março 2014

Liberdade em plenitude

“Algo há na própria natureza da minha liberdade que me inclina a amar, a fazer o bem, a dedicar-me ao outro. Tenho um instinto que me diz que sou menos livre quando estou vivendo para mim só. A razão é que eu não posso ser de todo independente. Desde que não me basto a mim mesmo, dependo de algum outro para a minha plenitude. A minha liberdade não é plena quando deixada a si mesma. Ela só se torna tal quando posta em justa relação com a liberdade de outro.”

Homem Algum é uma Ilha, Thomas Merton (Verus Editora, Campinas), 2003. p. 37.

2 comentários:

Ruth disse...

Obrigada, obrigada, obrigada
Que maravilha de texto!
Só pode ser ele: Thomas Merton!
Num abraço fraterno !
Ruth

Fernando Paiser disse...

Sim, maravilhoso. A lucidez que só um monge pode ter...